Escrever não traz
mulher,
tão pouco promiscuidade;
com carinho e com capricho,
escrevi mais um poema
para alguém jogar no lixo.
Jamais minta que me leu,
saberei se for verdade;
será melhor que me deixe:
escrevi mais um poema
pra ser embrulho de peixe.
Escrever não traz dinheiro,
tão pouco felicidade;
dessa vida vagabunda,
escrevi mais um poema
para alguém limpar a bunda.
Jamais prometa me ler
se não tiveres vontade;
e nesse queira-ou-não-queira,
escrevi mais um poema
pra ser coberto de poeira.
Escrever não traz prestígio,
tão pouco eternidade;
ó, traças do esquecimento,
escrevi mais um poema
para servir de alimento.
Cadê o poema que escrevi? encontra-se na sessão INDESCULPAVELMENTE SUJO do e-book Os Teimosos e a Poesia do Contra (em co-autoria com D.Everson, Marcone Santos e Ane Montarroyos), disponível para download no blog.
ResponderExcluirFred, talvez não traga felicidade escrever o poema, talvez vá servir para embrulhar peixe, onde irá parar o poema que escrevemos...? Sei lá, mas a verdade é que é preciso sempre escrevê-lo quando ele se agita lá dentro. Apaziguar, isso ele faz.
ResponderExcluirBeijos e bom sábado e domingo!
P.S. Consegui chegar no sábado, que sempre comento dois, três dias depois...rs
as traças do esquecimento se fartam de nós, um dia elas regurgitam
ResponderExcluirabraço
Tiro pela culatra
ResponderExcluirEm forma de poema
A ninguém causa dor:
Agrada ao leitor
E o poeta não mata
.
Muito bom!
Abs.!
Verdade profunda
ResponderExcluirPegaram o poema do Fred
E limparam a bunda.
Amigo Fred, como compreendo o grito do poeta, que no momento orgástico em que o poema está jorrando, esquece do mundo e por consequência, esquece de que talvez nosso poema não sirva nada e passe despercebido, assim como passam as coisas sem importância...Mas seja como for, nosso poema é necessário...
ResponderExcluirUm abraço. Tenhas um ótimo sábado.
Hahahahahahahahahaha...
ResponderExcluirAdorei!... Dos últimos é o meu favorito... nesse sábado ;)
Beijos =)
Limerique
ResponderExcluirFantástico poeta, Fred Caju
Grandes obras como fosse de Itu
Um dia, ninguém viu
Seu poema sumiu
Usaram aquela obra prá limpar o cu.
alimento de quem escreve!sorte de quem lê!
ResponderExcluirO grande trabalho
ResponderExcluirPoema que Fred fez
Foi pro caralho.
Os poemas rolam por pedras, papéis, olhos, caminhos...
ResponderExcluirUma beleza!
Abraços.
Veneno pra essa nossa monotonia de cada dia.
ResponderExcluirLindo, Caju!
Um cheiro.
Todo mundo gosta
ResponderExcluirDo poema do Caju
Que virou bosta
Me alimentou!
ResponderExcluirBjão ;)
já fizeram isso com o que eu tinha de mais bonito.
ResponderExcluirEu vi um louco, saltar de dentro desse poema. Ele saiu correndo-correndo, atrás de não sei o quê...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluire com muito carinho e esmero mais um poema caiu no esquecimento...
ResponderExcluirnossa que lindo, cada vez mais é maravilhoso ler as belas rimas
beijos
Escrever não traz mulher.Escrever não traz dinheiro. Escrever não traz prestígio...
ResponderExcluir#É, acho que estamos fodidos.
escrever nada traz, tudo leva
ResponderExcluir[um destes dias alguém gabava aquilo que eu escrevia, ripostei, alguma vez leste alguma coisa minha?, depois da sua resposta percebi que perdia assim um futuro leitor, nunca tinha lido e de certeza que não lerá... ó bando de puxa-saco]
escrever pode não trazer nada, é verdade mas continuamos a escrever...
beijo
escrever me trouxe uma asa q me faz voar meio torto.
ResponderExcluirparabéns bela beleza do blog.
Acabei de ler seu belo poema!Gostei muito!
ResponderExcluirP.S.: Sabes dizer se o que falo é verdade ou mentira?
(rsrsr)
O tão bem nos alimenta, meu caro.
ResponderExcluirComo sempre, fabuloso!
Aquele abraço!
.. e nessa vontade de queira-ou-não-queira, vim!
ResponderExcluirgosto do som das tuas palavras quando leio.
um beijo.
Esse foi fodástico! E que se dane o mundo, eu não me chamo Raimundo, o alimento é meu e o poema é ateu.
ResponderExcluirAi!!!! Viajei nesse poema, Fred.
Bj, bj, bj
Poema nunca é lixo.
ResponderExcluirÉ sempre um alento que acalenta e alimenta o coração tanto de quem escreve tanto de quem lê. E se ninguém ler, sorte do peixe que for por ele enrolado.
Bjos!
Oi, Ednaldo!
ResponderExcluirO Nina & Suas Letras em parceria com a Editora Arqueiro está sorteando um exemplar do livro “A linguagem das flores”, da escritora Vanessa Diffenbaugh.
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DIVULGUE PARA OS AMIGOS LEITORES!
Um abraço,
Nina
Escrever causa dor para o poeta e para que ler.
ResponderExcluirE quando virar papel de enrolar peixe, já tem passado por tantas mãos
que no mínimo dez pessoas lhe conheceu. Com certeza vão ter o maior prazer em dizer espalhar para muita gente que conheceu um poeta versejador.
Beijos!
de alimento à alma não há melhor! um poema cura. abraços
ResponderExcluirBelo poema que não escreveu! Abraços.
ResponderExcluiressa sensação deve ser, quiçá, a nossa maior força.
ResponderExcluirescrever, escrever sempre! apesar de!
Fred,o importante é o seu escrever,quem vai ou não ler deixa de ser importante,pois sua poesia é um registro para muitos.O poeta sempre nos dá como presente sua escrita, a qual passa a nos pertencer no minuto em que terminanos a leitura.Seus poemas são reflexos das almas....Continue a escrever para nós que o lemos.Um grande abraço!
ResponderExcluirJá papei, Caju!
ResponderExcluirFred, fortes palavras... escrever para se ter certeza que se está vivo!
ResponderExcluirabraço