O jovem, então, era dois:
Alguém que tem os pés no chão
que tem dentro de si, outrem
com os sonhos simples e puros.
O sol, por outro lado,
tem apenas um rosto,
não foge de ninguém
e sempre está exposto;
é tão peculiar
que não tem nem oposto.
São dois lutando contra um,
mas dois em constante conflito
é desvantagem na batalha,
pois não rendem nem a metade.
Para vencer a luta,
primeiro, o menino
precisava definir
o seu próprio destino:
ou criava raízes
ou seria peregrino.
Então percorreu com os olhos
o quarto cada vez mais claro
como quem quer se despedir
para nunca mais retornar.
O relógio não para
para ninguém pensar;
tomado por instinto,
pôs-se a caminhar
em direção à porta:
resolvera lutar.