Eles são anônimos e invisíveis,
para muitos, não são nem gente:
são apenas bichos desprezíveis,
sempre insistindo em sobreviver
nas piores condições possíveis.
Eles nascem e morrem na cidade,
mas ninguém percebe suas vidas;
Eles só são vistos na sociedade
quando a miséria manda no jogo,
e eles entram na criminalidade.
A invisibilidade faz a solidão,
silenciando os gritos de pranto
entre a hipocrisia da multidão;
os corpos solitários se abrigam
na fome, drogas e prostituição.
Não há escolha, terão que viver
sob a mira da solidão profunda;
mas, quem vive não quer perder,
e eles, um dia, serão visíveis,
pois é melhor matar que morrer.